Mãe-coragem lança "O Pequeno Médico" em noite de autógrafos na Daslu

Graziela Gilioli relata o período de sofrimento e angústia que viveu na tentativa de salvar Alexandre, seu filho caçula, e de juntos - mãe e filhos - descobrirem o verdadeiro sentido da vida.

Redação e Assessoria de Imprensa do Evento

WOW! Maio de 2007 -  No dia 05 de agosto do ano passado, a socióloga Graziela Gilioli (na foto à esquerda, ao lado da primeira dama paulista, Mônica Serra) não organizou a missa em memória de seu filho Alexandre. Naquele dia, ela trocou a igreja pelo computador e escreveu uma pequena e íntima homenagem para o seu filho caçula que havia morrido há exatamente três anos. E não parou mais de escrever. Foi uma gestação curta: em dois meses, nascia O Pequeno Médico, livro que a Clio Editora lança no próximo dia 08 de maio.

  Sem nenhuma experiência anterior como escritora, Graziela surpreende por seu estilo franco e pela coragem de expor uma experiência profundamente dolorosa e, ao mesmo tempo, transformadora. Alexandre, ou Alê para a família e os amigos, estava com apenas 12 anos quando, em dezembro de 2001, os médicos diagnosticaram que ele tinha neuroblastoma, uma forma rara de câncer. Começava a luta do jovem Alê pela vida. A partir daí, ele iria enfrentar cirurgias, quimio e radioterapia e até transplante de células-tronco. Todo o processo de tratamento é descrito detalhadamente no livro, incluindo a maneira que a família encontrou para lidar com a doença e a perspectiva da morte.

  Demonstrando uma maturidade inesperada para a idade, Alexandre manteve o bom humor na maior parte do tempo, com o apoio e o amor da mãe e do irmão mais velho, Marcelo. "As pessoas menos sensíveis nunca entenderam nossa disposição jovial de lidar com a situação durante o período de sofrimento. Estávamos cuidando da vida, seguindo rigorosamente o tratamento, mas também estávamos cuidando da morte, mantendo-a sempre embriagada e confusa....", descreve Graziela em O Pequeno Médico.

  O título do livro revela um dos sonhos de Alexandre: ser médico. "Ele dizia que seria um bom médico porque sabia como é estar doente e sabia também o que os médicos deviam fazer, mas não fazem: ouvir o paciente", lembra Graziela.

De mãe para filho
  Foi para registrar esse período e mostrar ao filho Marcelo o quanto a vida é preciosa que Graziela decidiu organizar os textos que escreveu, sem nenhuma pretensão de publicar. "Num primeiro momento, escrevia para sentir a companhia do meu caçula. Eu escutava a voz do Alê enquanto digitava", diz. Ao reler o que havia escrito, ela percebeu que aquele material poderia ter um significado muito especial para o filho mais velho. A dor da perda do irmão, porém, fez com que Marcelo demorasse um mês para conseguir ler o livro que a mãe havia feito exclusivamente para ele.

  Graziela havia parado de trabalhar quando Alexandre ficou doente. "O livro foi a primeira coisa que fiz depois da morte do Alê e, sem o Marcelo, eu nunca teria conseguido", diz ela. Satisfeita com o resultado, ela mostrou o livro para cinco amigos, que a incentivaram a publicá-lo. Ela mandou o original para algumas editoras, mas ficou surpresa quando o editor da Clio Editora chamou-a para uma reunião, em outubro do ano passado. "Fiquei paralisada quando ele me disse que iria publicar o livro. Sabia que ia conseguir, mas não imaginei que seria tão rápido."

  Quando se recuperou do susto, a primeira coisa que Graziela conseguiu falar foi sobre o lançamento. "Nem havia pensado sobre isso, simplesmente saiu. Disse que queria lançar o livro no dia 8 de maio (8/5), uma inversão da data em que o Alê morreu (5/8)", lembra ela. O lançamento do livro será exatamente no próximo dia 8 de maio na Laselva Daslu, em São Paulo.

Perfil diferenciado
Nascida em 1961, a paulistana Graziela Gilioli nunca havia pensado em se tornar escritora, mas sua vida profissional é marcada por atividades variadas. Filha de Ubyrajara Gonsalves Gilioli, arquiteto e professor da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), e de Ady Addor, bailarina brasileira que fez carreira internacional e foi solista do American Ballet Theater, Graziela estudou balé clássico desde criança e chegou a se especializar nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, começou a dar aulas e fazer coreografias enquanto estudava Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Quando terminou a faculdade, foi trabalhar em uma distribuidora de títulos e valores imobiliários.

   Graziela casou com o psicólogo Eduardo Freire em 1983 e abandonou sua carreira na D.T.V.M. quando Marcelo, seu primeiro filho, nasceu em 1987. "Trabalhei até uma semana antes do parto, mas já havia decidido que iria me dedicar ao meu filho". Um ano e dez meses depois, nasceu Alexandre. Quando os meninos já estavam na escola, ela decidiu voltar lentamente ao mundo profissional, primeiro trabalhando algumas horas por semana, depois meio período até retomar o ritmo de período integral.

  Quando Alexandre adoeceu, Graziela vivia uma nova fase de sua vida. Separada de Eduardo há mais de três anos, estava namorando o publicitário José Blanco. Tinha feito cursos de especialização na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e era gerente de marketing da Corpore, entidade que organiza maratonas e corridas em São Paulo. Pediu demissão do emprego para se dedicar integralmente ao filho.
  Em julho de 2002, ela imaginava que a última etapa do tratamento de Alê estava chegando ao fim e o cenário era animador. Por isso, Graziela aceitou o convite para desenvolver o projeto Seleção Brasileira de Tecnologia, cujo objetivo era divulgar a campanha antipirataria e combater o contrabando de computadores em um evento esportivo que envolveu dez empresas de tecnologia. Para esse projeto, Graziela criou uma empresa de marketing esportivo, a GMA Future Trends - a sigla é formada pelas iniciais do seu nome e dos seus filhos.

  "Depois que o Alê morreu, nunca mais fiz o que fazia antes. Decidi buscar coisas novas", diz ela. Dois meses após a morte de Alê, Graziela, Marcelo e Blanco, seu segundo marido, mudaram para uma casa com jardins e pomar, onde ela passava grande parte do tempo lidando com as plantas. "Com a perda do Alê, passei a valorizar mais a qualidade de tudo", afirma. "Decidi então transportar isso para a minha vida profissional e fiz MBA em Gestão do Luxo na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado)". E os planos de trabalhar com o mercado de luxo foram adiados por causa do livro, mas Graziela pretende retomá-los em breve.


O Pequeno Médico
Autor: Graziela Gilioli
Lançamento: 8 de maio de 2007
Preço: R$ 24,90
Páginas: 144
Dimensões: 14 cm por 21 cm
ISBN: 978-85-86234-89-7

Sobre a Clio Editora - Atuando no mercado editorial há mais de oito anos, a Clio Editora possui um catálogo com mais de 80 títulos de ficção e não-ficção nas áreas de administração, negócios, desenvolvimento profissional, marketing e literatura. Mais informações podem ser obtidas pelo tel. (11) 2186-2548 ou no site www.clioeditora.com.br.

(fotos: E. Rios)

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