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RCAsoft: jovem empresário levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima
Rodrigo Araújo, empresário, 30 anos de idade, teve problemas com sócios. Normal. Era uma provação. Hoje, com suas empresas de software voltadas à educação e TV digital, fatura R$2 milhões. É gente que refaz!
Redação e Assessoria de Imprensa do Evento
WOW! Julho de 2006 - Após perder uma empresa para os ex-sócios, Rodrigo Araújo montou duas empresas de desenvolvimento de softwares. Ambas trabalham em parceria e, graças a elas, Rodrigo é o executivo pioneiro na criação de plataformas para a TV Digital no Brasil. Rodrigo Araújo sempre foi "bom de faro". Ainda estava no segundo ano da universidade, em 1995, quando montou sua primeira empresa junto com um colega de quarto, na república onde morava, em Campinas, interior de São Paulo. Ele cursava ciências da computação, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e iniciou seus negócios prestando serviços de criação de softwares para terceiros. Entre seus clientes estavam seus professores. "Coloquei em prática os conhecimentos que havia adquirido até aquele momento". Deu certo. A empresa começou a se expandir e, com o apoio e o incentivo oferecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ganhou uma estrutura sólida, endereço comercial, secretária, aumentou o quadro de funcionários e alavancou seus negócios. Na época, a internet estava em expansão e o ensino a distância começava a entrar em pauta. "Comecei a desenvolver uma solução para colaborar com as escolas na complementação do ensino presencial e estimular o ensino a distância, permitindo dessa maneira que os alunos fizessem suas atividades tanto na escola quanto em suas casas". Segundo Rodrigo, em pouco mais de dois anos a empresa já tinha cerca de 20 clientes que utilizavam o sistema WEB School. Com o crescimento do mercado de e-learning, a empresa começou a ganhar notoriedade e desenvolver novos produtos, sempre focados na rede de ensino. Mas, a essa altura, os sócios de Rodrigo Araújo já pensavam em mudar o rumo da empresa para atender o mercado financeiro. Nada feliz com a decisão, em 2003, Rodrigo deixou a empresa, criada por ele ainda nos bancos da universidade, pois não acreditava no mercado que os sócios buscavam. "Meu objetivo sempre foi a união da tecnologia ao ensino. Não queria desistir àquela altura, mas, infelizmente, havia outras pessoas no negócio". A única opção encontrada por ele foi recomeçar. "Sai da empresa apenas com algumas idéias na cabeça", desabafa. Duas empresas e números animadores Rodrigo abriu uma nova empresa em apenas um mês: a RCASOFT, uma softwarehouse especializada em desenvolvimento de software sob encomenda (fábrica de software), treinamento em tecnologia da informação (presencial e a distância), fornecimento de soluções na forma de produtos de software e consultoria em tecnologia. A empresa começou desenvolvendo sistemas de ensino a distância e, logo, 50% dos antigos clientes voltaram a procurar Rodrigo. "Enquanto na antiga empresa demoramos cerca de 6 anos para amadurecer os negócios, com a RCASOFT em apenas um ano já havia atingido o mesmo faturamento, R$ 500 mil." Nesse momento surgiam as primeiras discussões sobre TV digital no Brasil. Foi quando Rodrigo pensou na possibilidade de unir televisão digital ao ensino a distância, bem como nos benefícios que esses dois sistemas, juntos, trariam à população. Passou então a pesquisar sobre o tema e a participar ativamente do desenvolvimento das pesquisas do Middleware de Referência do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Após ter desenvolvido diversas aplicações para T-Learning, voltadas para o aprendizado baseado em TV Digital Interativa – através de projetos financiados pela Fapesp, CNPq, Funttel e CPqD – em 2004, Rodrigo Araújo funda sua mais nova empresa, a EITV - Entretenimento e Interatividade para TV Digital. A EITV estuda e atua no segmento de transmissão digital televisiva. Antecipa mudanças, não só no campo do avanço tecnológico, mas também no econômico, e lança plataformas para a migração dos sistemas analógicos de TV para os digitais. Além disso, desenvolve softwares e provê serviços de engenharia para o mercado de produtos eletrônicos digitais de consumo com foco também em dispositivos móveis digitais. No total, Rodrigo Araújo já investiu R$ 400 mil em seus projetos. O faturamento das duas empresas, juntas, atinge R$ 2 milhões."O mais importante de tudo isso é a união da tecnologia à educação, o que pode ser um fator a revolucionar o ensino no Brasil. Nosso objetivo é focar nesse segmento e, com isso, colaborar com o maior acesso à informação e à inclusão digital", conclui o candidato a Bill Gates tupiniquim.
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